Testemunhar é uma coisa que nos assiste

Coluna Planeta Jovem, jornal Acção Missionária, edição de Novembro de 2011

Salomé Peixoto

Se formos uma “Igreja jovem, alegre e bela” as pessoas hão-de correr para fazerem parte dela, se formos uma “Igreja pesada, velha e feia” hão-de fugir. Não são minhas as palavras, são de D. António Couto, que cada um de nós tem oportunidade de experimentar quando se predispõe a conjugar o verbo missionar. Nós missionamos quando damos a conhecer a nossa fé, quando não deixamos de a divulgar e tudo fazemos para a propagar. Dizemo-nos sem fronteiras, logo é preciso que missionemos todos, não só em Agosto ou em Outubro, mas sempre e em todos os lugares, porque a alegria de sermos cristãos é uma coisa que nos assiste e contagia!

Quando nos apresentaram, a mim e ao verbo, suspeitei da sua existência, depois encontrei-o no Curso de Missiologia e vi que era de confiança. O curso é uma iniciativa dos Institutos Missionários Ad Gentes (IMAG), que conta com o apoio das Obras Missionárias Pontifícias. Acontece em Fátima, todos os anos, e é um bom desafio para quem quer aprofundar conhecimentos sobre a missão.

Aí tive a oportunidade de escutar D. António Couto e de vê-lo dar vida às personagens que povoam o Evangelho como se, de repente, percorrêssemos os mesmos caminhos e participássemos nas conversas. Por momentos fazíamos parte do grupo que acompanhava Lídia enquanto Paulo lhe falava da sua história e ela, hoje Santa, se identificava com o que o apóstolo lhe contava. Assim se escrevia “a primeira página de história da evangelização da Europa”, conclui o Bispo Auxiliar de Braga, ao mesmo tempo que nos incita: “se vivermos intensamente os nossos dias encontramos sempre tempo para contar a nossa história”. Como os apóstolos somos enviados a partilhar, a viver em comunidade. Sozinhos pouco fazemos, porque precisamos do outro para nos completarmos e só tendo consciência disso somos capazes de construir uma verdadeira comunidade. Tarefa inglória e difícil esta, bem sei o quão impossível se afigura mudar mentalidades.

No entanto, “Uma palavra dita de cor não vale nada, mas uma palavra dita como testemunho pode gerar novos mundos”, deste modo nos envia D. António Couto. Muitas vezes repetimos que tão importante como as actividades que desenvolvemos é o testemunho que damos. Mais vezes ainda nos preocupamos em escolher as palavras, encontrar a fórmula mais resumida e eficaz de explicar tudo por que passamos, tentando não esquecer nada. Perdi-me por várias vezes nesse enredo, mas testemunhar não é isso, é falar com o coração, ir ao encontro das pessoas. A linguagem do amor é a única falada nos cinco continentes e não deixa margem a mal-entendidos.

Fátima: Jornadas Nacionais de Comunicação Social – Desligar para ouvir

Jornal Acção Missionária, edição de Novembro de 2011

Salomé Peixoto

Desliguem os telemóveis, “ninguém mais importante nos vai ligar quando estamos a ouvi-Lo”, proferiu D. Claudio Celli. A frase seria aceite sem surpresa, não se tratasse do presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, organismo da Santa Sé, a discursar sobre o tema “Era digital: revolução na cultura e na sociedade”.

 
Como comunicar Cristo numa sociedade que não tem tempo? Através do testemunho pois, segundo D. Claudio, cabe à Igreja “acompanhar o homem na sua busca” pela verdade. Aplicar a cultura digital à pastoral é fundamental para falar de Deus ao Homem contemporâneo, explica. No entanto, quando se fala da necessidade de cooperação e de trabalho em rede na dimensão paroquial, “cada um olha pelo seu galinheiro”, criticou o arcebispo. Defendeu ainda que, por vezes, não são necessários grandes investimentos, mas apostar nas pequenas experiências. P. Júlio Grangeia é disso exemplo, tem “150 pessoas na paróquia e mais de 1,5 milhões no youtube”, afirma o sacerdote.

 
A comunicação face-a-face tem vindo a ser substituída pela comunicação mediada, pelos ecrãs. Estamos ligados numa “experiência constante e grupal”, constata Fernando Illarco, professor da UCP. Contudo, a mensagem cristã distingue-se pelo “respeito, serviço e amor ao humano”, não pela versatilidade tecnológica, lembra D. Claudio, motivo pelo qual temos de pensar também nos que estão “fora do aquário”. Acrescentando que a visão de vida cristã não se pode reduzir à internet, é necessário ir ao encontro da comunidade real.

Pés ao caminho

Salomé Peixoto, jornal Acção Missionária –  Agosto de 2011

 

“Encostado à janela, de boca aberta, via os campos a passarem e sentia o barulho do comboio no encosto, no rabo sentado, nos pés dentro dos sapatos. As nuvens afastavam-se mais devagar do que as árvores, que passavam a zunir” (José Luís Peixoto, in Livro). A mala já está junto das outras, desconhecidas até ao encontro na estação. No meio da azáfama, entre quem vai de férias, os que rumam aos festivais de verão, ou aqueles que regressam a casa, ninguém adivinhava o destino daquele grupo. Têm idades diferentes, pronúncias diferentes, estilos diferentes e, de vez em quando, lá entra mais um e junta-se à conversa.

Podíamos estar neste Agosto ou no de há 20 anos e a resposta seria a mesma: são Jovens Sem Fronteiras que decidiram dar vida ao ensinamento “Missão é Partir” (D. Hélder Câmara). Vão para Moimenta da Beira, Bragança, Castro Daire, Beja, alguns têm Lisboa e o aeroporto como primeiro destino e Kalandula, em Angola, como ponto de chegada.

O lema Rebentos de Amor, Coração na Missão, pensado pelo grupo Ponte que voa até Angola, foi também abraçado pelos participantes nas Semanas Missionárias, uma vez que têm em comum a consciência de que ser missionário representa uma constante vontade de crescer e de anunciar o Amor de Cristo através da Palavra e dos actos.

Dito de uma forma simples, tanto o Projecto Ponte como as Semanas Missionárias, traduzem-se na integração de JSF’s, de diferentes grupos paroquiais, numa comunidade. Trata-se de um trabalho conjunto, de partilha e de evangelização através do testemunho missionário.

Entre as actividades realizadas estão os os ATL’s para as crianças, as visitas a lares e às famílias, os encontros com jovens, que por vezes dão origem a novos grupos JSF, os terços e as vigílias com espaço para testemunhos missionários, a participação nas Eucaristias e nas procissões das festas que animam as paróquias. No caso do grupo Ponte são ainda desenvolvidas actividades como o apoio escolar ou as sessões de esclarecimento sobre cuidados básicos de saúde, entre outras, sendo sempre dada prioridade às necessidades reais da comunidade em questão.

Além disso, existe a vivência em grupo, marca do movimento, por se tratar daquilo que nos faz ser mais do que alguns amigos que decidiram fazer algo diferente nas férias. Há uma preparação prévia para quem quer fazer parte destas actividades. Começa por um ano de caminhada enquanto jovem missionário, na paróquia de origem e na região a que pertence. A partir dessa experiência, cabe a cada um escolher de que matéria é feito o seu caminho.

Born this way

Salomé Peixoto, jornal Acção Missionária –  Junho de 2011

Que é como quem diz: eu nasci assim. A tradução pode soar familiar a alguns jovens mais crescidos, reminiscências de uma popular personagem de novela brasileira. A outros, frutos do novo milénio, a expressão não guarda segredos, é à Lady que me refiro, aquela que de Gaga pouco ou nada tem.

Trata-se da personalidade mais influente do mundo, segundo a revista Forbes, tudo o que faz é notícia e tem milhões de fãs nos 5 continentes. Os monstrinhos, nome carinhoso pelo qual a cantora trata os seguidores, mais do que ir a concertos e comprar música, seguem os ideais e o estilo de vida escolhidos por Lady Gaga. Se a cantora defende o amor e a igualdade, não deixa de gerar controvérsia em várias esferas e nem a Igreja escapou à visão artística de Gaga. Em Alexandro eram já notórias várias referências à religião, contudo, é com o single Judas, do novo CD Born this Way, em que a cantora encarna o papel de Maria Madalena apaixonada pelo Apóstolo, que a polémica sobe de tom. Parece-me que são estes os dois grandes responsáveis pelo sucesso da Lady – polémica que nunca acaba e a defesa de que todos somos iguais.

Porém, há quem veja nesta ‘adoração’ que se gerou um perigo, uma forma de manipular as massas, de formar um novo culto. Corro o risco de soar ingénua, no entanto, acredito que se trata ‘apenas’ do show business a trabalhar e que o objectivo não é outro senão o aumento do êxito e, em consequência, dos lucros gerados pela cantora.

Dessa grande massa de fãs e seguidores convictos a maior fatia são jovens, os responsáveis pelo futuro, daí a preocupação com os ídolos e ideais por eles escolhidos. Numa altura em que, para muitos jovens, a religião passou a ser mais uma tradição que lhes foi transmitida através da família, é natural que se procure os valores de outras formas, pois continuamos a ser humanos e a ter as mesmas necessidades básicas, no que concerne ao nosso desenvolvimento espiritual.

O leitor, provavelmente, fará parte de uma comunidade cristã e terá já uma caminhada diferente, sabe portanto o significado e amplitude que a palavra ‘praticante’, adicionada a ‘católico’ tem. Jovens católicos praticantes, que ouvem Lady Gaga e têm uma opinião crítica, não estão em extinção. Uma pequena amostra deles foi avistada, a 20 de Maio, a caminho do Sameiro. Quem os viu disse que eram 700, gente de vários movimentos da arquidiocese de Braga, com passo acertado, reunidos pela juventude e pela fé. Tratava-se de mais uma edição da Noite UP´s, iniciativa do Grupo de Peregrinos, com quem os Jovens Sem Fronteiras minhotos colaboraram.

Web Trends, o livro

A Comunicarte foi a agência de comunicação onde estagiei durante o mestrado em Ciências da Comunicação, na vertente Publicidade e Relações Públicas. Quando cheguei à agência grande parte do trabalho que desenvolvi foi relacionado com, o que viria a ser, o livro Web Trends – 10 cases made em Portugal, um projecto  pensado para celebrar o décimo aniversário da empresa.

Além da pesquisa que efectuei, online e offline, para os vários capítulos, sou a  autora do terceiro capítulo, o estudo Comunicação 2.0 no franchising em Portugal. Este é também o tema da minha tese de mestrado, que surgiu naturalmente durante o estágio, pois a Comunicarte ambiciona tornar-se a primeira empresa de comunicação franchisada e este é um dos sectores que, apesar das adversidades, mais tem crescido em Portugal e que tem vindo a tomar consciência da importância da Web 2.0, a web social, para o desenvolvimento do negócio, que é ele próprio baseado numa rede.

No final, mais do que um estágio foi uma viagem, feita em equipa, ao novo planeta 2.0, onde a partilha é a palavra do dia e outras, como organização ou follow me, podem estar já ao virar da esquina.

Deus aceitou o teu pedido de amizade

Artigo de opinião que escrevi para a Agência Ecclesia. Foi publicado site e no Semanário da Agência a 12 de Abril.

Deus tem Facebook? Deus não tem conta na rede social do momento, mas está presente através de cada um de nós, católicos que, quando clicam em “Gosto”, “Comentar” ou “Partilhar”, estão a testemunhar “no próprio perfil digital e no modo de comunicar, escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele”, como incentiva o Papa Bento XVI na Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011.

Se os jovens não vão à Igreja a Igreja vai aos jovens. O ditado podia ser mesmo assim, pois a Igreja tem sabido diagnosticar o afastamento dos mais jovens e procura o seu lugar nas comunidades online.

Primeiro foram os blogues, onde padres, grupos de catequese, grupos de jovens, entre muitos outros, começaram a utilizar ainternet para darem testemunho. São ecos de perto e de longe, mesmo de onde a rede quase não chega, é disso exemplo o blogue dos Missionários Espiritanos em Moçambique, Nakumi, que em língua macua significa “estamos bem”. A e-vangelização veio para ficar e foi o próprio Vaticano a incentivá-la, lançou o site Pope2you com aplicações para comunicar diretamente com os jovens através das redes sociais, do Youtube ou do iphone, sendo possível aceder de forma simples e direta às mensagens do Santo Padre. Em Portugal, a iniciativa passo-a-rezar.net, uma ideia dos Jesuítas, disponibiliza orações diárias através de download, tornando possível a cada pessoa encontrar tempo para rezar, mesmo a caminho da escola ou no trânsito.

Contudo, não se iludam, trata-se apenas da reinvenção da roda, ou seja, os meios mudam, mas os objetivos são os mesmos. O testemunho da Fé e do Cristo vivo têm de permanecer como horizonte, porque não é esvaziando de sentido a mensagem que se consegue cativar o recetor.

Pelo contrário, sempre foi característica dos jovens a procura de ideais, de modelos a seguir, de modo a estarem aptos a construir um projeto de vida sólido, em que a busca pela felicidade se desenha como objetivo maior. O melhor dos exemplos: Jesus feito Homem que, apesar de todas as adversidades, viveu segundo valores como a Fé, a Paz, o Amor e a Entrega aos mais desfavorecidos. Sem floreados ou materialismos, é esta a Palavra que me parece ser necessário fazer chegar aos jovens. É valorizando o essencial que se pode renovar a Igreja.

Outra característica da juventude é o dinamismo, assim, ir à Eucaristia Dominical acompanhando os pais ou os avós não satisfaz alguém que está no início da caminhada enquanto cristão. A catequese pode ser uma boa base, um local de preparação para a vida adulta, mas são necessárias alternativas para a formação dos jovens. Para isso precisamos ser católicos ativos, que despem as roupas engomadas do Domingo e arregaçam as mangas para fazer o que for necessário. Só uma comunidade que busca sempre novos desafios e se mantem formada e informada é capaz de ser jovem. Mais do que dizer-se católico, é preciso dar testemunho, viver com intensidade a fé, trazendo Cristo à vida através de grupos de jovens, grupos corais, cursos bíblicos, são imensas as opções.

As novas ferramentas da Internet apresentam-se apenas como formas diferentes de chegar àqueles que não conhecem ou estão afastados da Igreja. Foi um grande salto este da Igreja que, ainda na segunda metade do século XX, celebrava as Eucaristias em latim e hoje em dia utiliza campanhas publicitárias, reportagens e lip dub’s para fazer passar a mensagem. Na preparação das Jornadas Mundiais da Juventude Madrid’11 estão a ser utilizados esses meios e espera-se reunir jovens de todo o mundo para escutarem a Palavra de Cristo através de Bento XVI. Esta é uma grande oportunidade de formação, de encontro e de troca de experiências. Um acontecimento capaz de despertar alguns católicos adormecidos, que ao participarem talvez se deem conta que a Igreja se preocupa e está sempre presente.

No entanto, a utilização da internet tem alguns perigos e exige uma atenção constante. Devemos esclarecer pontos de vista, partilhar experiências, atualizar informações, moderar debates, enfim, o bom senso deve prevalecer. Além disso, há um mundo além do ciberespaço onde se passam grande parte das ações e para as quais devemos convidar os amigos virtuais a participar.

Concluindo, penso que os jovens precisam de uma Igreja capaz de evoluir e de se adaptar às novas realidades, sobretudo, que desça dos altares e vá ao seu encontro. Não me refiro apenas ao clero, os jovens cristãos devem ser os primeiros a falar de Deus aos seus amigos.

Salomé Peixoto, Jovens Sem Fronteiras,

Lic. Ciências da Comunicação, Ma. Pub. e R.P.


A crise está na moda!

Artigo publicado no jornal Acção Missionária, na coluna Planeta Jovem, da edição de Abril de 2011 e também no site espiritanos.org.

Salomé Peixoto*

Aparece nos jornais, na televisão, está sempre na boca dos políticos, ainda há dias fez milhares saírem à rua e até já ganhou um prémio. Dos 9 aos 99 não há quem lhe seja indiferente. A Crise, é a senhora do momento.

Certo é que se ouviram vaias quando o voto do povo fez da canção A luta é alegria, a vencedora do Festival da Canção, mas o prémio já estava entregue. Desde esse dia muito se tem escrito acerca deste acontecimento: uns criticam a falta de qualidade técnica dos intérpretes ou o mau gosto da caricatura do povo português, que será apresentada à Europa, ou ainda, levanta-se a hipótese de desclassificação devido à letra do tema em questão ser de cariz político. Polémicas à parte, a música portuguesa desde sempre reflectiu o estado do nosso país e já não seria a primeira vez que a contestação serviria de tema no Festival, relembrava há dias Fernando Tordo, a propósito da possível desqualificação, a sua Tourada e a Desfolhada de Simone de Oliveira.

Deste modo, o que me parece digno de nota é que os Homens da Luta foram responsáveis por atiçar o lume brando em que se vinha cozendo o referido evento. Mais do que isso, continuam fiéis ao que sempre foram e levaram, como em outras ocasiões, a luta à rua, desta vez junto com milhares de velhos, novos e meninos que se uniram com alegria de norte a sul para o protesto da Geração à Rasca, porque afinal já percebemos que “de pouco vale o cinto sempre apertado/de pouco vale andar a lamuriar/se pouco vale um ar sempre carregado”.

Além disso, basta olhar para a nova música portuguesa para perceber que o revivalismo, no bom sentido, está também ele na moda e sem vergonhas ou preconceitos. É a Geração à Rasca a mostrar o que aprendeu na Escola: a História não é um amontoado de datas esquecidas, só retendo as lições do passado é possível evoluir e construir um futuro melhor. Tenho pena que os políticos sejam uma espécie com ciclos de memória de quatro anos…

Política à parte, e porque além de membro da geração que concluiu os estudos e procura o primeiro emprego livre-de-exploração, pertenço também ao grupo dos católicos praticantes. Recordo que, antes deste boom de popularidade da Dona Crise, já se falava dela na Igreja. O velho continente precisa de uma nova evangelização. Essa evangelização depende de nós, missionários desde o baptismo, que temos o dever de nos informar acerca das estratégias apontadas pela Igreja para ultrapassar esta Crise, porque essa informação não abre telejornais nem faz primeiras páginas.

Devemos estar atentos ao que acontece na nossa diocese, nas nossas paróquias e viver de modo activo e entusiasmado a Palavra de Deus. Dessa forma, pouco a pouco vamos contagiar o próximo e estaremos mais perto de manter valores como a Paz, o Amor ou a Igualdade no topo das prioridades. Pode até ser que alguns políticos se deixem contagiar. Sei que é uma visão idealista, mas só traçando objectivos os conseguimos alcançar.

* Vice-Coordenadora JSF Minho


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